Perguntas Frequentes
Respostas para as perguntas mais frequentes.
A palavra “anglicano” significa simplesmente “inglês.” As igrejas anglicanas ao redor do mundo traçam sua origem na Igreja da Inglaterra. Para saber mais, leia essa página específica sobre esse assunto.
Sim. A tradição anglicana indiscutivelmente inclui a Reforma Inglesa do século XVI e uma ruptura oficial com a Igreja Católica Apostólica Romana.
No entanto, o anglicanismo é uma tradição “católica reformada”, pois busca preservar o que há de mais saudável na Reforma Protestante sem descartar as vastas riquezas da tradição da Igreja católica (“universal”), como bispos, presbíteros e diáconos; liturgia; sacramentos; o calendário litúrgico da Igreja; etc.
Não. Reconhecemos que o matrimônio cristão entre um homem e uma mulher é o padrão imutável estabelecido por Deus desde a criação (Gn 1:27; 2:24), confirmado e santificado por Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 19:4–6; Mc 10:6–9) e testemunhado de forma contínua pela Igreja ao longo dos séculos. O matrimônio é mais do que um contrato humano: é um dom divino, no qual o homem e a mulher são unidos em uma aliança de amor fiel, que reflete o mistério da união entre Cristo e a sua Igreja (Ef 5:31–32).
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Sim. Na Rede Episcopal Brasileira cremos que as Escrituras ensinam que homens e mulheres foram criados com igual dignidade à imagem de Deus. Também cremos, conforme a Bíblia, que ao longo da história, tanto homens quanto mulheres foram mutuamente dotados para liderar e servir na igreja local, de modo que reconhecemos os dons espirituais de homens e mulheres.
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A tradição cristã anglicana começou quando o cristianismo chegou às Ilhas Britânicas nos séculos I-III. Três bispos britânicos estiveram presentes no Concílio de Arles em 314. O primeiro Arcebispo de Cantuária, Agostinho, chegou a Kent em 597.
No entanto, em um sentido igualmente importante, o anglicanismo começou quando a Igreja da Inglaterra surgiu como uma entidade distinta (da Igreja Católica Romana) em 1534, quando o Rei Henrique VIII negou oficialmente que o Papa tivesse autoridade sobre a Igreja na Inglaterra.
Embora seja verdade que o desejo de Henrique VIII pela anulação de seu casamento tenha influenciado essa decisão, também havia fortes correntes nacionalistas e reformadoras em jogo.
Outra figura fundadora importante do anglicanismo é Thomas Cranmer, Arcebispo de Cantuária de 1533 a 1556 e arquiteto dos dois primeiros Livros de Oração Comum em 1549 e 1552.
Existem diferenças estruturais entre o anglicanismo e o catolicismo romano, porque houve uma clara ruptura entre a Igreja da Inglaterra e a Igreja Católica Romana durante a Reforma Inglesa do século XVI. A Igreja Anglicana não tem um Papa próprio e não se submete à autoridade do Papa Católico Romano (embora sua autoridade seja reconhecida como Bispo de Roma). Também não há cardeais anglicanos, embora existam arcebispos, bispos, presbíteros e diáconos anglicanos.
Há também importantes diferenças teológicas entre anglicanos e católicos romanos, embora a extensão dessas diferenças dependa de quão reformado ou “anglo-católico” é um anglicano em particular. Embora valorizem a tradição da Igreja e a autoridade da Igreja, os anglicanos claramente subordinam a autoridade da Igreja à autoridade das Escrituras. Além disso, em relação à transubstanciação, os Trinta e Nove Artigos de Religião afirmam que ela “não pode ser provada pela Sagrada Escritura; mas é contrária às palavras claras da Escritura, subverte a natureza de um Sacramento e deu ocasião a muitas superstições” (Artigo 28). E o Artigo 22 afirma que “A Doutrina Romana sobre o Purgatório, Indulgências, Adoração e Veneração, tanto de Imagens quanto de Relíquias, e também a Invocação dos Santos, é uma coisa fútil, inventada em vão, e sem qualquer base nas Escrituras, mas antes contrária à Palavra de Deus.“
A liturgia na Igreja Anglicana é rica em tradição e diversidade. Existem liturgias anglicanas que podem se parecer muito com uma missa católica e existem liturgias que são totalmente o contrário, se aproximando muito mais de um culto evangélico comum. Nossa posição aqui na Porto é de tentar encontrar uma via-média saudável. Solenidade e beleza litúrgica por um lado, mas contemporaneidade e liberdade de expressão cultural pelo outro.
Nossas celebrações são centradas na adoração de Deus e na proclamação das Escrituras, e geralmente incluem dois principais elementos: o Serviço da Palavra e o Serviço do Sacramento.
- Serviço da Palavra: Esta parte da liturgia envolve a leitura das Escrituras, a pregação do sermão, a oração comunitária e a Confissão e Absolvição dos pecados. Começamos com uma acolhida para receber as pessoas, seguida de orações e cânticos. A leitura das Escrituras é fundamental, e o Sermão visa explicar e aplicar a mensagem bíblica à vida das pessoas.
- Serviço do Sacramento: Esta parte é dedicada à celebração da Eucaristia, ou Santa Ceia, que é o ponto alto da nossa liturgia. Durante a Eucaristia, oferecemos a Deus nosso louvor e agradecimento, e participamos do Corpo e Sangue de Cristo, conforme ordenado por Jesus na Última Ceia. O Celebrante conduz as orações e a distribuição dos elementos sagrados.
Embora compartilhemos algumas semelhanças com a missa católica, como a importância da Eucaristia e a estrutura das orações, a Igreja Anglicana adota uma abordagem que enfatiza a autoridade das Escrituras e a simplicidade litúrgica. Nossos serviços são regidos pelos Livros de Oração Comum, que fornecem uma forma de adoração que busca refletir a continuidade da tradição cristã ao mesmo tempo que é acessível e relevante para os fiéis de hoje.
